domingo, 25 de setembro de 2011









_Você poderia ser menos autodestrutiva, exigente...
_É. Eu poderia. Ser menos. Menos sonhadora, menos egoísta, menos paranóica, menos romântica, menos carente, menos amorosa, menos pessimista, menos vaidosa, menos alucinada, menos explosiva, menos ciumenta, menos efusiva... Menos, menos, menos. Poderia ser muito menos.
_Então eu tenho razão?
_Não. Porque se eu deixasse de ser essas coisas, deixaria de ser eu.
E eu me preciso.

Mayrla A.     12/ 09/ 10

domingo, 11 de setembro de 2011








 O problema todo me reaparece, quando sinto saudade. A razão vai embora quando eu sinto ciume. Minha alegria vem quando eu penso em você e, mesmo com tanto tempo, podendo me acostumar com a distancia, eu sinceramente não consigo passar sequer um dia, sem sentir falta, sem ficar triste por não poder te ver. Amar é uma ação muito forte, que abrange muita responsabilidade! Mas desse amor eu não vou me desapegar jamais!








For you! MG. s2

sexta-feira, 9 de setembro de 2011



Mais uma vez larguei tudo. Briguei com amigos, com meu próprio ego, desisti de muitas expectativas que tinha, engoli orgulho, esperei encontros que nunca aconteceram e deixei futuros amores.
Assim segui, esperando que fosse compreendida, pelo meu suposto afeto. Corri como se precisasse alcançar um podium de chegada, só para poder estar ao seu lado.
Você distraído e eu sussurro em seu ouvido: Cheguei.
Com a esperança de ter conseguido chegar de vez ao seu coração. Inútil.
Se vira e fica surpreso ao se deparar comigo.
Diz com desdém o que estaria eu, ali, conversando com ele.
Tentativa em vão não foi?
Apenas deixa escapar entre uma frase e outra, daquelas que atormentam minha cabeça, que era para eu voltar pros meus amores, de onde tinha vindo.
Quem dera você tivesse o poder da compreensão quando digo que se quisesse estar com meus amores, não estaria ali, parada te olhando.
Caí a ficha e vou embora.
Bebo o resto de cerveja do copo, como quem bebe toda a angustia da vida reunida em um unico gole. Como se fosse chorar, olho pra frente, abraço uma amiga e confesso: eu gosto dele, mas a vida não para pra que ele reconheça seus erros, a vida apenas segue com outros e outras, completando ou não a gente. Não foi assim que ele me ensinou? Então que assim seja, com outro ou comigo mesma.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011








Parou para ver o mundo lá fora, tentou observar as pequenas coisas que aconteciam ali, além daquela janela, e sentiu saudade, uma grande e dolorosa saudade do tempo em que vivia além da janela, e tentou buscar no mais longe da memória as mais lindas lembranças, quando ainda conseguia olhar nos olhos de outras pessoas e sorrir, quando tocar o outro era bom, quando o cheiro do outro era bom, quando tudo ainda era verde e flores brotavam de seus pés descalços, porque é assim que recorda, dos pés descalços, do cabelo solto e do sorriso no rosto, e das pessoas, principalmente das pessoas. Mas agora por trás desse vidro todo, tudo é muito vazio e silencioso, a única companhia que tem é a si mesma, não sabe ao certo quando e como foi parar ali, foi tudo muito rápido... Pessoas, lágrimas, escolhas e por fim a janela.







Mayrla A.  15/07/2010

terça-feira, 6 de setembro de 2011






Estamos sempre vulneráveis a sentimentos que surgem de repente e que de uma hora para a outra conseguem conquistar nossos corações e desfazer qualquer plano feito anteriormente. Foi isso que aconteceu, você chegou na minha vida, meio que do nada, e foi ocupando todo espaço do meu coração.
Com seu jeitinho carinhoso, seu sorriso que encanta e o brilho especial no seu olhar, foram motivos mais que suficientes para que eu me apaixonasse.
Agora sei que nada estava perdido, e que tudo tem o momento certo para acontecer.
Eu só tenho que agradecer a Deus, por ter escolhido você.






For you! s2





Eu me esforçava para acreditar em suas promessas do mesmo jeito que você se esforçava para fazer com que eu acreditasse em cada palavra que você dizia. Eu aprendi a te ler entre as entrelinhas, se você quer mesmo saber. Assim, passei a entender seus olhos e sentir seu bruto julgamento equivocado que você insistia em fazer. E na pior das hipóteses, de mim.
Eu saía por aquela porta certa de que todas às vezes você viria atrás de mim. E veja só como você é tão previsível: você ia. Diverti-me por milhares de vezes com minhas amigas às suas custas, porque você era parte do assunto principal no qual adorávamos nos deliciar com palavras rudes e ao mesmo tempo cheias de desejo sobre sua pessoa. Patético era saber que você inutilmente tentava me fazer crer nas suas palavras que inversamente correspondiam com suas atitudes.
Apesar de tudo isso, eu nunca entendi porque eu havia me apaixonado. Essa paixão que me maltratava e me fazia derramar uma lágrima todos os dias em que me lembrava o que estava fazendo com nós dois. Eu nunca poderia confiar em você e depois de tudo, pouco confiava em mim também. Eu sabia que lá pelas tantas nós estaríamos abraçados como quem esquece que existe um mundo indo contra nossas vontades. Eu sabia que enfrentaríamos olhares maldosos e que eu mais uma vez acharia simplesmente que te enganei.
Pouco sei da vida, realmente. Eu nunca consegui te enganar e, no máximo, me enganei todo esse tempo. Eu voltava para casa como quem se sente mal por ter engolido um x-burguer repleto de gordura, mas que mesmo assim sabia o quanto tinha sido bom. Depois de um tempo, você bem sabe que a sua ficha foi caindo. Deveriam ter sido meus esses relapsos de lucidez que você tinha, onde repetia sempre: “você sabe que isso nunca vai dar certo”. Eu sempre soube que nunca mudaria e que de fato nunca daria certo mesmo. Sempre soube e nunca entendi. Quer dizer, entendo agora.
Pode procurar no meu celular. Não tenho mais seu número e me esforço todos os dias para esquecer o que havia decorado: nossas datas, nossas músicas, nossos momentos. Entendi também porque nunca poderíamos dar certo: Eu fazia parte de uma porção de acontecimentos bons na sua vida, mas eu era feito esses anjos que vem, mas que tem que ir embora rapidamente. E eu fui. Fui porque você quis e porque me permiti. Você não faz mais parte das minhas conversas maliciosas que eu mantinha com minhas amigas. Tentativa em vão, tentar manter você por perto. No máximo, você agora faz parte de mais um pedaço de papel que carrega uma porção de lembranças – como essa carta que termino nesse exato momento.